terça-feira, 11 de novembro de 2014

O Amor Como Qualidade de Vida ( Com base no livro: Quem Ama não Adoece - Do Psiquiatra Dr. Marco Aurélio Dias da Silva)

Amigos meus, guardai isso: não há árvores más, nem homens maus . Há maus cultivadores. (Victor Hugo, citado no livro: “Quem ama não adoece”)

É interessante iniciar esse texto com a frase de Victor Hugo, onde nenhum ser humano é subestimado: todos temos capacidade em buscar nossa qualidade de vida e sermos felizes! Mas para isso é necessário que nos cuidemos com mais afinco e serenidade, procurando sempre plantar “boas sementes”.

                     

Muitos dirão: sempre vou ao médico, faço Check-Ups anuais, tomo as medicações necessárias e procuro descansar, viajar sempre que possível!
Então lhes pergunto: E o dia-a-dia, a rotina: stress, as preocupações, sentimentos de dúvidas, mal estar físico devido às pressões, entre outras características? Somente ir ao médico e fazer exames uma vez ao ano, viajar e descansar de vez em quando é suficiente para melhor qualidade de vida?
Penso que hoje, necessitamos de respostas diárias para enfrentar todos os obstáculos que a vida nos impõe. Fortalecimento suficiente, para sairmos “quase” ilesos de todas as dificuldades encontradas. E mais que isso: sentir-se bem e praticar o amor próprio a cada dia... Assim, refletindo esse amor nas pessoas que nos cercam!
 No livro “Quem ama não adoece” escrito por um exímio escritor e Psiquiatra Doutor Marco Aurélio Dias da Silva (2.000), aborda exatamente a importância do amor, como chave para abrir as portas da Saúde e Qualidade de vida.
A importância de buscar a “raíz” de nossas angústias, tristezas, enfim, olhar mais para dentro de si e descobrir os sentimentos, pensamentos que somamos ao longo de nossas vidas, onde se não cuidados transformam-se em doenças e transtornos psicológicos. (Somatizações).
Mas, afinal de contas, o que é a doença?
Seja ela qual for, pode ser entendida como uma perturbação não resolvida no equilíbrio interior do ser vivo e em sua interação com o ambiente que o cerca. Em biologia, esse equilíbrio é entendido como Homeostase. (Silva,2000). Assim, é concluído que quase na totalidade das vezes, as causas das doenças, parte de um princípio na esfera emocional.
                     
                       


Porém, percebemos que nossa cultura até pouco tempo atrás não ajudava muito, como nos coloca Dr. Marco Aurélio, no sentido de que somos condicionados desde muito cedo a não dizer aos outros o que sentimos, principalmente se esse sentimento for algo que nos inferioriza.
Seguindo essa mesma linha, James Pennebaker (Universidade Metodista do Sul-EUA), constatou que pessoas que suportam suas dores sozinhas, adoecem com mais frequência e de maneira mais grave do que aquelas que verbalizam, compartilham suas dores. Sendo reforçada uma das mais antigas descobertas da humanidade: “Confessarmos o que sentimos faz bem para o corpo e para a alma”.
Dessa forma, compreendemos que a busca pelo autoconhecimento, que proporciona a descoberta de nossas falhas e potencialidades, faz com que possamos encontrar uma proximidade do equilíbrio, propiciando benefícios imensuráveis a saúde e o bem estar.
A psicoterapia é o meio para travar essa luta consigo mesmo e a forma mais pura de vivenciar uma realidade mais leve e produtiva. Creio que todas as outras ferramentas são úteis igualmente: procurar seu médico regularmente, exercitar-se, uma boa alimentação, boas noites de sono, viagens periódicas e o descanso semanal. Mas vale muito à pena cuidar de nossa saúde mental (emocional), pois tudo inicia seu processo de “dentro para fora”!
Sentir-se bem interiormente, faz com que todas as células trabalhem em conjunto para a saúde do corpo, liberando os hormônios responsáveis pelo bem estar!
Vale à pena ...

                        











terça-feira, 28 de outubro de 2014

A Hora do Café X

No movimento das cidades, mentes ocupadas e repleta de preocupações

Pensamentos se envaidecem em imaginar o descanso, apenas uma trégua 

Em permitir que a alma desabafe e o corpo se cale diante das inquietações


Criar um momento, relaxar e compreender que dessa vida não se leva nada material

A não ser o conhecimento, a experiência e os momentos paralelos da rotina

Entre conversas, sonhos e desejos... O verdadeiro prazer!

Canções, cafés e a liberdade de SER ... Mais feliz a cada dia ...  (Carol Careta)


                                  




terça-feira, 9 de setembro de 2014

Terapia do Bem: Reforma Íntima

Em meio há tantas más notícias que o povo Brasileiro está vivenciando nos últimos meses, muitas vezes torna-se difícil o encontro consigo mesmo para o bem estar e paz interior.
Falamos não apenas da dura batalha entre Israel e Palestina, a tragédia que levou a morte nosso candidato à presidência da República Eduardo Campos ou a Crise econômica que vem gerando desemprego e o encerramento de muitas empresas. Contamos também com a falta de chuva e o racionamento, ar seco e doentio (ficando difícil fugir de uma crise alérgica, tosse ou estar febril em algum momento) fora a epidemia do EBola, que em algum momento poderá comprometer nosso Brasil.
Sim... São tantas questões gerais misturadas aos nossos conteúdos individuais, que viver acaba tornando-se muitas vezes um fardo! Afinal de contas, precisamos batalhar pelo pão de cada dia e atender a todas as expectativas do mercado, cuidar da saúde, criar os filhos, conviver com a família (Que também trás suas questões) e em meio a todo esse turbilhão: buscar um momento para si mesmo!

                 Resultado de imagem para momento para si mesmo


E aí inicia-se um novo conflito...
Como superar todas essas dificuldades da vida, manter a saúde e o bom humor?
Primeiramente, toda transformação inicia seu processo de dentro para fora, pois jamais conseguiremos mudar a história de uma humanidade ou mesmo a si mesmo, sem antes obter a reforma íntima. Esta que por sinal, exige que façamos uma escolha: quero dar abertura para novas visões e me libertar de tudo aquilo que me faz mal, mesmo que isso signifique compreender o outro e por muitas vezes perdoar?
Ou, quero a transformação olhando apenas internamente e aos poucos “esquecer” tudo de mal que me fizeram ou que “acredito” que fizeram a mim?
Pois bem... A primeira alternativa o levará a um caminho e a Segunda alternativa fará com que você “patine” em meio a tanto egoísmo por muito tempo. Mesmo porque, nada em nossas vidas será esquecido, sempre haverá um lugarzinho para tudo de bom e ruim que passamos e normalmente são levados ao nosso Inconsciente.
Felizmente, para se obter o início da reforma íntima, antes de mais nada precisamos praticar o altruísmo e sermos sinceros: olhar apenas para o próprio umbigo nunca foi e nunca será algo benéfico. Viver sozinho ninguém consegue e nem conseguirá, portanto, à partir de uma escolha sincera, temos que desenvolver o nosso senso coletivo e com isso os bons sentimentos.
Percebo que nos consultórios de psicologia, incluindo o meu, que o sofrimento e as somatizações partem de um princípio básico de: raivas, mágoas, ressentimentos, orgulho, negação da realidade, entre outros. Sentimentos e emoções, que apenas o esclarecimento da realidade, acompanhado do perdão e a compaixão poderão gradativamente propiciar alívio e entendimento.
Pode parecer estranho falar em Psicoterapia abrangendo práticas que, normalmente ouvimos falar apenas em instituições religiosas. Mas vale à pena ressaltar, que o cultivo e a prática do bem para si mesmo e para o nosso próximo são condutas básicas para se viver em sociedade com mais saúde e bem estar. Afinal, de contas, como um paciente pode se auto conduzir à uma transformação, se não houver o esclarecimento de suas dores e uma forma de amenizá-las? E como amenizá-las sem compreender o lado do outro, perdoar a si e a quem o feriu?

                                   


Sem essas condições “ditas do bem”, o ser humano, termina por se “encarcerar” em patologias e transtornos, evitando a liberdade para sentir-se feliz.
Mas á medida, que amplia seu desenvolvimento psicológico, amadurecendo novas ideias e valores morais, é percebido e sentido que o “mal” que muito os aflige, pode ser transformado em lição de vida e não em sua autodestruição, como muito acompanhamos atualmente.
A simples conduta em renovar a atitude mental, fará com que o ser humano possa transformar-se internamente, refletindo satisfatoriamente em suas relações de forma geral. Onde não haverá mais a permissão para o “outro” me desestruturar, pois estarei fortalecido e renovado.


PS: A psicoterapia é um meio para esse desenvolvimento, procure um Psicoterapeuta do Bem!!!

     


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A Hora do Café IX

Por entre xícaras e aromas, degustar uma conversa acolhedora

Nos pequenos locais que engrandecem a pausa, aquecendo nossos sentidos!

A cada gole, um pensamento... Saboreando a delicadeza do tempo que se esvai por entre fumacinhas

Na pureza e força dos grãos, que abastece o corpo de energia motivadora: É preciso continuar!

No vai e vem de pessoas... Quietude! A alma está satisfeita...

E então, a última gota trás a certeza: a vida com café, vale muito mais à pena! (Carol Careta)



                              

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O Princípio do Prazer e a Fase Moderna

Em meados de 1920 Freud esteve em contato com as mais diversas experiências em torno das pulsões de vida e de morte. Estas que transitam livremente pelo inconsciente, sendo o objetivo principal: aliviar as tensões segundo o princípio do prazer. (FREUD,1976).
O princípio do prazer é a forma que a mente atua em evitar o desprazer e a dor. Onde necessitamos ter cautela, para não cair em uma armadilha, pois nunca estaremos livres dessas duas vertentes...


                  


Sendo assim, boa parte da população nega a realidade dos fatos, entrando em um processo de fuga, ocorrendo assim, a repressão das emoções.
Quando se entra em processo de fuga, torna-se necessário “apegar-se” em algo ou “alguém”, e na maioria das vezes, tornando superficial a forma de encarar a vida e as pessoas.
Poderemos compreender que essa camada de superficialidade, muito se deve ao conceito de inverdades que o processo de fuga causa. E assim, acabamos por nos esconder do que faz mal, não enfrentando as situações.
Esses danos podem ir desde o uso excessivo de álcool, tabaco, drogas ilícitas e antidepressivos. Ou mesmo a perda de valores e responsabilidades que anteriormente eram presentes na rotina, como: o trabalho, convívio com a família e amigos. Também consta nessa camada, os chamados relacionamentos “vazios” na área afetiva por não saciar a “fome” de si mesmo, de encarar e resolver os próprios conflitos.
Nessa fase atual, é comum relacionar-se com várias pessoas ao mesmo tempo, o que inconscientemente nos deparamos mais uma vez com esse “vazio” interno. E por mais parceiros que se tenha, não é possível encontrar no outro a resposta que só existe internamente. Mesmo por que, em tal condição, é improvável criar laços fortes e sincero. Apenas causando mais feridas e sofrimentos.
Em casos abusivos, poderemos encontrar pessoas que fazem o uso de boa parte das “drogas” citadas, acompanhados dos relacionamentos superficiais, conseqüentemente, perdendo o senso de realidade. Inclusive chegando ao óbito ou desenvolvendo transtornos psicológicos graves, tão repercutidos em nossa sociedade atual.
 A melhor forma de evitar esse quadro não é reprimindo conteúdos, mas sim encarando as situações de frente, encontrando uma maneira mais sadia de extravasá-las. A união de algumas especialidades como a psicoterapia, exercícios físicos, acompanhamento nutricional, acumpuntura e práticas como a yoga e meditação, auxiliam na criação de novos hábitos e maior qualidade de vida.
           O essencial, é que nos momentos difíceis possamos ter o equilíbrio emocional, nos resguardando para aquele momento de dor e sofrimento (Inevitáveis). E quando tudo estiver sendo processado e digerido, haverá a possibilidade de recomeçar. Canalizando todo o processo de dor como forma de experiência e desenvolvimento da maturidade, onde servirá como uma ponte para os momentos de bem estar, verdadeiros e sem a necessidade da fuga.

                    



BIBLIOGRAFIA



FREUD, S. (1933 1932). Novas Conferências Introdutórias Sobre a Psicanálise.Imago, Ed. Standard Brasileira, RJ, 1976, vol. XXII.










terça-feira, 15 de julho de 2014

A Hora do Café VIII

"... E então, resolvi mudar tudo aquilo que não fazia mais sentido:

- Desisti de querer agradar a todos, enquanto levava para a casa o vazio da alma

- Não tenho mais a obrigação de sorrir, quando na verdade, prefiro fingir que não vi... Para evitar a hipocrisia

- Também me recuso a preparar o jantar, enquanto minha vontade é tomar apenas um café... Com chocolate, por favor!

- Abandonei por uns tempos o salto alto e descalça pude conquistar as raízes do mundo, certificar que posso dar passos mais sólidos

- Parei de buscar títulos para me inserir de forma monótona na sociedade, agora quero experimentar a Meditação, outras práticas espirituais e me permitir mais fantasia... 

   Assim, finalmente pude conectar à minha própria alma e percebi que meu corpo também se inundou de felicidade: Adeus a muitas dores, mal estar e pessimismo...

   Desisti de sobreviver frente às regras impostas por um meio social crítico, sem graça e sem valores. Agora quero VIDA de verdade!  Ah, e do meu jeito!"...

  
                        






terça-feira, 8 de julho de 2014

Os Amigos Existem?



Entre tantas frases prontas, paradigmas e lembranças, guardamos sempre na memória aqueles que fazem ou fizeram parte de nossa história.
Em cada fase de nossas vidas, nos deparamos em condições diferentes de sentimentos e visões: os lugares que estudamos e trabalhamos ou mesmo a família e relacionamentos afetivos. Todos trazendo um meio social que compõe a integração com os demais.
Estamos sempre cercados de pessoas e precisamos uns dos outros. Porém, entre tantos meios, como identificar um amigo? Ou, entre tantos questionamentos: é possível acabar uma amizade?

      
                          

Segundo o dicionário Aurélio, “Amigo é uma pessoa a quem está ligado por uma afeição recíproca”.
Normalmente essa identificação, segue no desejo de conservar o que nos faz bem, nos diverte,consola e que podemos compartilhar a própria vida! Porém, como tudo em nossa trajetória: criamos e rompemos vínculos à medida que nossos caminhos nos levam a novos rumos...
Mesmo assim, há quem diga que amizade verdadeira é sincera e dura “para sempre”! Frase digna de reflexão, mesmo com algumas divergências de ideias, como diria nosso grande compositor Renato Russo:                                                                  

                                            "Se lembra quando a gente                                                                                                             Chegou um dia a acreditar
                                             Que tudo era para sempre
                                             Sem saber, que o para sempre,
                                                     Sempre acaba”...

                                                   

Pois bem...

Quem é que nunca teve um amigo no trabalho, por exemplo, que para a própria defesa ou promoção simplesmente jogou tudo para o alto a “amizade” em benefício próprio?
Ou aquela pessoa, em que cresceram juntos: dividiram os primeiros segredos, as primeiras bonecas e carrinhos, muitas gargalhadas e lágrimas com a adolescência e anos mais tarde? Apenas as lembranças entre fotos e saudades é o que nos restam...
Mesmo aquele que você jurou que era “ponta firme”, praticamente um membro da família, que com o passar dos ciclos as diferenças da história de vida, tudo  se transforma em incômodos pessoais ou afastamento... E lá sei vai tudo por água abaixo novamente!
Nas outras áreas, tudo é muito corriqueiro e caso venha a chegar às redes sociais, não ultrapassam a elas. Há quem o diga também, que muitos acompanham a vida do outro “on line” e pessoalmente fingem que não se ver e são passados por meros desconhecidos! (Entendo que isso ocorra, mas será que de alguma forma é permitido por nós mesmos tais frustrações?).
Nessas ocasiões, vale à pena a citação de Carlos Drummond de Andrade sobre a sinceridade como fator primordial à amizade verdadeira: 

“Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz"...
           
                   Resultado de imagem para Amizade

O mais interessante é que apesar dos contratempos, há sempre aqueles que sobrevivem às tempestades que passam por nossas vidas e existe troca positiva. Mesmo que o contato muitas vezes seja menor, o sentimento verdadeiro sempre os aproxima de alguma maneira!
Dessa forma, facilitando o processo de peneirar, ou seja, deixar ir embora o que não se encaixa mais e permitir que o novo faça parte de nossa trajetória! Fortalecendo a ideia de que não precisamos da aprovação do outro para sermos realmente felizes e aceitos.

É importante igualmente digerir que: “O que pode ser importante hoje, amanhã pode não ser mais e vice-versa. Assim, ter como critério de vida o conceito do “DESAPEGO”. Lembrando, que acima de tudo, somos falhos e também podemos ter representado essas figuras na vida de outras pessoas...