sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Um convite ao Mind UP - Para nossos filhos e nossas crianças internas...




Mind Up é um conceito que nos convida a refletir sobre nossos pensamentos e sentimentos desde a infância. E são eles que modelam nossos comportamentos ao longo da vida, construindo toda uma trajetória de lutas e recompensas.
            Essa tríade composta pelos pensamentos, sentimentos e comportamentos revelam nossa personalidade, que por sua vez, é formada até os sete anos de idade. Após esse período, sofremos transformações, porém, sempre com a base que já foi formada.
            Nesse processo de formação, o reflexo da personalidade de nossos pais, somados com o ambiente em que vivemos (Somos criados) e oque diz respeito a nossa “essência” definem as nossas escolhas compondo a nossa história de vida. Basta observarmos ao nosso redor para termos o entendimento sobre os pontos que diferenciam as pessoas.
 Através dessa resumida compreensão, sabemos que o ser humano possui luz e sombra, ou seja, defeitos e qualidades, pontos fortes e fracos e que necessitamos sempre de aprimoramento. Buscando formas de evoluir diante das adversidades da vida, para acolhermos nossas dores e não serem transformadas em doenças, transtornos psicológicos ou muitas vezes, verdadeiras tragédias. Que é o contexto mais acompanhado atualmente na mídia, de uma forma geral. 

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Nos deparamos com os contextos mais chocantes que partem do mundo do crime, corrupção, tráfico e uso de drogas, assassinatos e suicídios que tiram totalmente a possibilidade de uma nova chance. E vão até nossos conflitos do cotidiano em que o desrespeito não permite um diálogo saudável, posicionamento diante daquilo que pensa, sente e deseja. Colocando no lugar a agressividade verbal, o autoritarismo, a falta de empatia, repletos de julgamentos e condenações.

Essa inflexibilidade e falta de empatia, faz com que o tumulto se instale nas relações sociais, conjugais, familiares. Não permitindo que a qualidade de vida, a leveza e o acolhimento façam parte da construção de sua história. E justamente partindo desses conceitos básicos é que vivemos a Era da depressão, ansiedade exacerbada, stress, as taxas de suicídio altas e boa parte por pessoas jovens.

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 O mundo pede socorro e muitas ferramentas vem auxiliando nesse processo de busca, para sobreviver nesse contexto de tantas sombras mas que carregam em si novas possibilidades de evolução. A dor pode ser proveitosa em vários sentidos e aí que aplicamos o Mind Up. Desenvolver um processo de mente elevada, através de uma estruturação desde a infância, ensinando como não ceder aos impulsos primitivos, não gritar, não ofender e principalmente respirar para elaborar a resposta, a escolha de um caminho e como direcionar um sentimento destrutivo. É o olhar para a vida com empatia, ou seja, se colocar no lugar do outro para ter a compreensão e acolher o momento de dificuldade, não se permitindo sofrimento excessivo, desespero e valorizando a oportunidade da vida. É ter um direcionamento espiritual, independente do contexto religioso, alcançando formas maiores sobre o entendimento da vida, igualmente como forma preventiva do suicídio.
Na Inglaterra, esse conceito já é trabalhado com crianças na pré escola, acompanhados do ensinamento da arte de respirar e relaxar a mente com os olhos fechados. Muito simples e que faz toda a diferença!
Já que a nível Brasil ainda não estamos nesse grau de evolução, é possível inserir em nossas casas, embutindo como padrão para criação de nossos filhos. Ensinando essa arte de respirar fundo pelo nariz e expirar pela boca lentamente em uma situação de stress, respirar para não ter atitudes impensadas e respostas reativas diante de um conflito (Mesmo que seja a de um coleguinha pegar o seu brinquedo), praticar a empatia (Colocando-se no lugar do outro antes de qualquer decisão ou o ímpeto da agressividade), não ceder diante de provocações e tentativas de tirar sua paz e sua verdade e assim, respirar mais uma vez.

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Percebo que no mundo adulto, há tantas teorias, técnicas de difícil entendimento, caminhos mais complicados de se chegar ao objetivo da transcendência, transformação, evolução... Ou como preferir chamar...
Mas pelo simples, pelo lúdico, através da nossa criança interna e de conceitos simplificados podemos atingir grandes objetivos. E colocar um ponto final, ter um posicionamento diante dessa dor extrema e angustiante que assola a alma de muitos. Assim, não é á toa que o livro “Pequeno Príncipe” é o mais lido e admirado por pessoas de todas as idades.
Através da criança é que chegamos no adulto... Assim é nossa vida, ninguém nasceu adulto e tornou-se criança. Mas sim, nascemos pequeninos, inocentes com um livro em branco para construir através do amor, carinho, simplicidade e ânsia por respostas. E depois, ao longo do tempo, deixamos adormecer essa criança interna e perdemos de vista o simples para colocar no lugar a angústia, a leveza pela depressão, a expressividade sem pudor por grandes sapos entalados na garganta onde não se sabe o que fazer com eles para não morrer asfixiados, com problemas respiratórios e digestivos.
Esse é um convite a sua criança interna aprender a lidar com os infortúnios da vida de maneira simples, direta, leve, prazerosa com respiração, música, acolhimento e aceitação sobre a vida , as pessoas como são e com um toque de espiritualidade ( A sua maneira). 
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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Crianças francesas não fazem manha Parte II : Maturidade da Mulher/ Mãe francesa

No primeiro artigo, abordamos sobre as diferenças entre a cultura francesa e americana relatadas por um jornalista (Americana), que após o casamento foi morar com o marido na França. Um tempo depois, engravida de sua primeira filha, a Bean. E então iniciam-se uma série de comparações com as diferenças culturais, relacionadas ao sono e alimentação das crianças. Com alguns esclarecimentos, formas de lidar e suas principais consequências.
Em forma de complemento, esse segundo artigo, vem diretamente pontuar sobre os ideais dos pais e a maturidade com que lidam na criação dos filhos. E com base nesse pensamento, iniciamos com uma dúvida muito frequente das famílias para Piaget (Educador mais influente desde metade do século XX):

“Como é possível acelerar o estágio de desenvolvimento das crianças? E como resposta temos: “O ritmo no qual os nossos filhos progridem, dependem das escolhas dos pais e como é a dedicação a elas ativamente”.
  
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Atualmente percebemos que a forma de dedicação dos pais, muitas vezes acaba sendo sufocante e desnecessária em alguns aspectos, deixando um curto período de tempo para que as crianças realmente se dediquem ao aprendizado: deveres e trabalhos escolares, assim como o período para dedicar-se aos estudos diariamente. E estudar, não limitamos somente no sentido de apostilas e cadernos, mas também na leitura de histórias, assistir programas e filmes educativos, ouvir música, assim como, ter no mínimo meia hora do dia ou da noite para sentar e brincar com jogos e brinquedos (Orientação primária aos pais no início do tratamento psicoterápico com crianças, por exemplo).
            Quanto a referência sobre traços sufocantes e desnecessários, se deve a muitas atividades extras em que os filhos são inseridos e os americanos são um grande exemplo disso. Muitas vezes, acreditando ser a única forma de estimular as crianças ou compensar a ausência (Para os pais que trabalham fora o dia todo), porém, fica a grande questão: “Onde os filhos encontrarão momentos para a dedicação citadas acima, se não lhes é permitido tempo suficiente?
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Além do mais, essa rotina também sobrecarrega aos pais e minimiza o tempo que teriam juntos para dedicar-se aos estímulos mais importantes da vida que é o auxílio aprendizado escolar, respeito, educação, valores, acolhimento e o carinho.
            E isso não quer dizer que seja errado matricular os filhos em aulas extras, pois elas são muito válidas, porém, com limites e não praticamente todos os dias da semana. Diferente dos franceses, que são mais práticos, colocam a independência e o espaço para criança com um ponto chave. Enquanto os pais americanos veem os filhos praticamente como um projeto, os franceses buscam conteúdos diferenciados: “Eles buscam desenvolver os talentos e as habilidades das crianças por uma série de atividades organizadas, por um processo intensivo de argumentação (Estímulo da expressividade e vocabulário) e supervisão das experiências deles na escola”.
Outro ponto existente e alarmante, é a diferença discrepante entre a cultura americana e a francesa em relação as festas de aniversários infantis. Enquanto as mães americanas e britânicas esperam que você se sociabilize, com frequência e durante várias horas (O que pode não ser tão agradável e cansativo). Na França, as crianças de três anos participam de festas em que só elas ficam, com base no pensamento de que os filhos podem ficar bem sem eles ali o tempo todo (Com a supervisão de outros adultos e recreadores) e com isso é permitido ter um tempo para respirar ou resolver algo importante.
E mais uma vez, percebemos que é possível permitir menos sufocamento nas relações entre pais e filhos, respeitando a individualidade de cada um, que é uma forma de estímulo e independência para ambos.
Para o início dessas intervenções, se faz necessária a compreensão da máxima em que “Os filhos são criados para terem a própria vida, suas construções, independência... Enfim, suas escolhas! E não para ficarem ao lado dos pais e controlados por eles por toda a sua vida”. Sendo assim, um processo leve, substituindo o controle pela troca prazerosa e saudável!
Só assim conseguiremos quebrar algumas amarras, evitando níveis de frustrações, fracassos e tendências a transtornos psicológicos ou doenças psicossomáticas por não conseguirem lidar com as próprias questões ou não terem conseguido chegar ao bom êxito pela falta de liberdade, não possibilidade de independência e o enfrentamento da própria psique, sejam os pais ou os filhos, que vale sempre à pena lembrar: A infância é uma fase decisiva e transitória...

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A Hora do Café IV

"Ei você...

Que muito se cala e nada se expressa:

- Cuidado! As doenças e o mal estar chegarão mais do que depressa"...



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Mindfulness : Quando respirar é Terapêutico

Atualmente acompanhamos muitos estudos sobre a prática da meditação e a importância da respiração. Através de algumas vivências e estudos, como a yoga (Filosofia que trabalha o corpo e a mente) e o mindfulness (Técnica ocidental de meditação e exercícios) pude perceber os efeitos significativos em viver melhor o momento presente, sentir o próprio corpo, observar os próprios pensamentos, encontrando a melhor maneira em lidar com cada um.
Fato que vem chamando a atenção mundialmente, onde por exemplo, a capa da Revista Superinteressante de Setembro/16 teve como título: “ Mindfulness: Como domar sua mente. Agora”. E em um dos trechos da matéria, encontramos: “Com fé ou sem, a meditação é capaz de diminuir dores crônicas e pressão arterial, manter o cérebro jovem, evitar crises de ansiedade e depressão, aumentar a criatividade e os resultados na escola e trabalho”.
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Visto que com a diminuição da adrenalina, é possível concretizar todo o trabalho em prol da elaboração dos próprios conteúdos, para que o curso da vida se torne mais presente (E não sempre no futuro e de forma impulsiva ou muitas vezes no passado que oprime). Pois, sobrecarregando nosso estado emocional o corpo gritará em forma de doenças e/ou transtornos psicológicos.
Os efeitos são comprovados e para isso o movimento é simples, consistindo em puxar o ar penas narinas e expirar lentamente pela boca. Onde esse processo faz com que regule os batimentos cardíacos e aumente a oxigenação no cérebro, automaticamente o corpo sentindo um leve torpor.
É fácil e de alta eficácia, já que o corpo e a mente passam a ter uma conexão ainda maior, anteriormente não muito bem definida pela ansiedade, stress. Digo isso, pela prática da psicoterapia clínica, onde muitos pacientes (Principalmente os ansiosos em grau elevado ou os deprimidos), não conseguem sentir essa conexão mais profunda consigo mesmo. E uma vez, esvaziando esse arquivo mental, onde muitos pensamentos permeiam de forma desconexa, é possível tornar consciente parte daquilo que nos incomoda, que faz sofrer, que proporciona angústia. Iniciando o processo em lidar verdadeiramente com nossa vida, posicionando-se frente aos acontecimentos diários.
                                         
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Sendo importante ressaltar, que igualmente possuímos bons sentimentos, boas lembranças e elas são fortes aliadas para que a esperança, a autoestima e autovalorização nos fortaleçam para o caminho de nossas sombras. 
Um segundo passo, é aliar o exercício de respiração com o relaxamento, sendo possível acessar ainda mais o contato com nosso interior, propiciando paz e tranquilidade. O exercício consiste em que novamente o paciente inicie sentando-se em uma posição confortável, feche os olhos, puxe o ar pelas narinas e expire lentamente pela boca, deixando que os pensamentos discorram livremente. Então, passo a orientar em como acessar cada parte do corpo, liberando todas as tensões, incluindo o trabalho em retirar toda a carga de sofrimentos, tristezas e negatividade ao expirar de forma mais intensa. Onde toda tensão e rigidez contida no corpo irá dissolvendo-se ainda mais nesse movimento.
No final da prática, as reações são as mais diversas: desde o choro que alivia, muita gratidão (Em forma de agradecimento por parte dos pacientes pela prática e o resultado imediato), surpresa por ser tão simples e significativo, paz e alegria. Sendo gratificante para nós que propiciamos esse momento de acolhimento e bem estar ao próximo.
E para fechar, a dica importante é levar a prática para a vida diária, fazendo da respiração e a observação do corpo e de sua mente parte da rotina. Seja no momento de uma caminhada, elaborando um ambiente propício na própria casa incluindo músicas de relaxamento, durante o banho ou antes de dormir. E claro, essa prática somada com a psicoterapia, será possível resultados mais completos.

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

A Hora do Café XIII

"Quando me encontrei... Bem sabia que sempre estive ali!

Por entre arranha-céus ou sob a terra que tocava meus pés descalços

Procurando outras formas de vida que permeavam pelas conquistas e incompreensões

Um encontro profundo com a psique, a própria alma

Desenvolvendo o bem mais precioso que um ser humano pode ter: o de sentir...

Amor... Alegria... Liberdade

Tristeza, mágoa ou intenção

De se autoconhecer, de verdade"... (Carol Careta)
  









quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Crianças Francesas não Fazem Manha: Sono e Alimentação - PARTE I

Cada vez mais percebemos a imensa dificuldade nas famílias em relacionar a individualidade e o trabalho com a criação dos filhos e a responsabilidade de zelar pelo próprio lar.
A geração vem contribuindo muito para os grandes obstáculos, pois as crianças exigem mais em aspectos de conhecimentos, tecnologia e cobram igualmente a atenção dos pais. Fatos que hoje, o Brasil como um todo vem demonstrado alguns déficits, ao que se diz respeito na sustentabilidade da família, em suprir as necessidades dos filhos e cônjuges.
Um modelo muito difundido tem como base o livro: “Crianças Francesas não Fazem Manha” de Pamela Druckerman. Uma jornalista americana que se apaixona por um britânico,  residente na França, onde se relacionam um curto período de tempo e resolvem morar juntos. Logo em seguida ela engravida de sua filha Bean, iniciando um processo de conflitos e comparações entre sua criação e trejeitos americanos, com a conduta francesa. Fatores em que os brasileiros se aproximam na condição americana, servindo como exemplo.
                     

O modelo francês inicia seu processo desde o nascimento, onde os pais são reforçados a coagir com mais tranquilidade quando seu filho acorda chorando durante a madrugada para a amamentação ou simplesmente porque estão com alguma indisposição. A técnica é indicada por um pediatra local chamado Michel Cohen de “dar a chance de seu filho acalmar-se sozinho e não pular em cima dele à noite, não responder automaticamente. Essa pausa antes de atender ao choro de madrugada, sempre fizeram filhos que dormem melhor, enquanto pais ansiosos tem filhos que acordam repetidamente até tornar-se insuportável”. Além de priorizar a qualidade de vida dos pais, para que o reflexo seja o melhor possível na criança desde seu nascimento.
Sendo um quadro que exige transformação igualmente nas famílias brasileiras, pois é muito comum em nossos consultórios de psicologia a queixa excessiva dos filhos não lidarem com a frustração: palavra NÃO e paciência em esperar, as regras e limites. Onde esses pais desesperadamente tem a necessidade de “socorrer” o filho na primeira resmungada ou ceder aos caprichos no mesmo momento, reforçando-os de forma negativa e ilusória, pois em algum momento nos depararemos com tal injunção do termo e o sofrimento torna-se pior, contribuindo muito com os transtornos psicológicos e as doenças psicossomáticas futuras.

                               

As regras estendem-se no aspecto da alimentação, enquanto pais americanos são incisivos nos fast foods e industrializados, um bebê francês aos quatro meses já inicia seu processo de alimentar-se a cada quatro horas, como um adulto, por exemplo: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Onde o cardápio básico inclui frutas, verduras, legumes, queijos e também logo mais tarde aprendem a fazer lanchinhos da tarde, como o primeiro bolo de iogurte chamado: gâteau au yaourt, junto com a mãe.
É muito comum as mãe francesas tomarem suas xícaras de café ou chá inteiras, ou seja, conseguem conversar do início até o final na companhia de crianças e sem birras. Mesma situação nos restaurantes, onde os pequenos permanecem sentados e se alegram com um prato de peixe com legumes. Fato não ocorrido, com Bean, por exemplo, onde o choque de culturas faz com que ela em um determinado restaurante rasgue em pequenos pedacinhos os guardanapos de papel, um tanto quanto agitada, que estão sobre a mesma e os jogue no chão, fazendo com que os pais comam brevemente e envergonhados pedem desculpas ao garçom, seguido de uma gorjeta.
Outro ponto muito sensato é a máxima dos pais franceses: a palavra “Não”, pois os filhos precisam aprender a lidar com a frustração. Ela é empregada no sono, na alimentação ou quando se diz respeito aos desejos ou caprichos em sentido geral das crianças. 
Percebe-se desde o o momento do nascimento, por exemplo, quando não é atendido de primeira quando resmunga ou chora, é possibilitador aos pais a capacidade de observarem seus filhos, ensinando-lhes a melhor forma de encarar o mundo e as pessoas. Igualmente, é necessário explicar quando não pode ser atendido a um desejo ou capricho da criança, apontando as razões do não e permitir que eles possam expressar-se com o choro muitas vezes. Ou quando são reforçados a comerem de forma saudável e com horários fixos, questão que entre americanos é comum não terem horários fixos e as crianças desde cedo abrirem a geladeira pegando aquilo que tem vontade no momento.  
Todos esses fatos de condutas francesas que tornam a vida da família e da própria criança, que irá crescer um dia, mais tranquila e mais compensatória dentro dos padrões reais e sensatos.
 O essencial é compreender que todos esses cuidados tem como referência o amor, apesar de parecerem rígidos ou mesmo frios comparados a outras culturas, é percebido que funciona e não são infelizes por isso, pelo contrário, são considerados o modelo de respeito e cuidado com o outro!
                    




quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A Importância Do Perdão Para Uma Vida Saudável

É muito comum ouvirmos pessoas ao nosso redor criticar, seja sobre a crise econômica, o mal gerenciamento e a falta de caráter de nossos políticos, frente aos problemas que pairam diante de todas as famílias. Ou pelas condições climáticas que prejudicam desde a falta de água até a própria saúde, que também fica afetada.  Assim como o stress, a impaciência, as dores físicas, emocionais... E mais reclamações...

                          
Desde o momento de nossa concepção e desenvolvimento intrauterino, possuímos emoções, sentimos de alguma forma. Visto que os bebês mexem ou ficam agitados dependendo do estado emocional da mãe ou com pessoas que falam com ele. E nesse processo já começamos a escrever nossa história de vida, que se compõe de dificuldades, tristezas, frustrações... Mas também de alegrias e conquistas!
Após o nascimento, começamos a descobrir melhor o mundo e o ambiente que habitamos. Percebemos melhor quem nos dá aconchego, atenção e nossos vínculos começam a serem criados de uma forma mais clara e intensa. Assim, como os desconfortos, dores e necessidades também iniciam seu processo de adaptação, para que desde cedo busquemos formas de ir atrás daquilo que precisamos e a lutar pela nossa sobrevivência.
Os anos se esvaem, e então passamos pela nossa infância, carregada de conteúdos, continuando a escrever nossa história de vida. Cada vez mais com consciência de nossas responsabilidades e mais entendimento sobre nossas trocas afetivas, embora ainda não maduras o suficiente. Principalmente no período pré-escolar que passamos a expressar melhor nossos sentimentos, através dos comportamentos individuais, integração com nossos colegas e o aprendizado. Atualmente a professora possui um papel importante de identificação quando “algo não vai bem”, onde irá direcionar os responsáveis para o auxílio da criança.
                                

Mas em tempos remotos, como isso funcionaria?

O modelo escolar era um pouco diferente, houveram períodos onde os professores eram muito autoritários e até muitas vezes um pouco agressivos, chegando aos extremos de bater com a régua nas mãos dos alunos ou jogar o giz em suas cabeças. Época mais repressora, onde muitos alunos tinham o rótulo de não acompanharem o aprendizado na sala de aula e reprovarem o ano. Ou aqueles bagunceiros que não saíam do castigo ou da sala da diretora, chegando a serem convidados a se retirarem da escola (Expulsão de uma forma mais ética), propiciando muito mal estar a todos ao seu redor. Há também os tímidos e mais lentos no mesmo processo, onde não chamam a atenção por seus comportamentos excessivos, mas pela falta de expressividade e em alguns casos as mesmas dificuldades no aprendizado.
 Obviamente que os ditos “dentro do padrão médio” também não escapam, passando por períodos difíceis de zombaria, comuns na infância e adolescência, algumas dificuldades na relação com seus colegas, onde desentendimentos são comuns e algumas frustrações também, seja na integração com os demais ou na dificuldade nos próprios conteúdos escolares.

E justamente, nesse período de vida, é que começamos a somar mais intensamente nossas dificuldades, angústias, frustrações, ter que lidar com a raiva e as diferenças. O olhar para si e perceber que possuímos traços não tão bacanas, dificuldades em alguns aspectos e também observar e sentir isso nas pessoas que nos cercam. Começando a batalha maior: além da sobrevivência, ter que lidar com um ambiente que muitas vezes poderá provocar dor e não aceitação de valores diferentes daquilo que achamos certo e confortável. Incluindo a relação com a família e o meio social, sendo a base principal na forma de lidar e encarar todos os conflitos.
                          

Cada um passará por suas dificuldades de uma forma, com enfrentamentos ou fugas de formas diferentes. O fato é que levaremos essa carga para a próxima fase que é a adolescência. Fase em que os hormônios começam a ficar a todo vapor, o corpo muda e a mente passa a descobrir outras formas de viver ao meio, com sonhos, expectativas da vida adulta. O relacionar-se de forma mais completa, incluindo paixão, sexualidade, namoro, festas e também o lado denso do contato com o álcool, tabaco, drogas ilícitas, alguns casos de gravidez na adolescência ou mesmo a DST.
Assim, as relações com o mundo e si mesmo começam a moldar ainda mais nossa personalidade, já constituída até os sete anos, mas que sofre transformações, agregando pontos positivos e negativos. Abrangendo desde os conflitos familiares, com o meio social, afetivos e que cada vez mais a compreensão do outro e sua história de vida passa a ser mais necessária. Embora maior parte da população não emprega ou tem dificuldades com esse critério em sua vida diária.
Então os conflitos tornam-se maiores e as frustrações internas igualmente, necessitando lidar com um conceito chamado Perdão.
Muitos entendem essa característica como religiosidade, onde apenas os santos ou mártires tem essa capacidade, como algo fora do padrão da “normalidade” de qualquer ser humano. Porém, essa palavrinha mágica é a fonte de grandes transformações na vida de um indivíduo, que como descrito anteriormente, carrega muitos conteúdos desde o momento de sua concepção. Deparando-se com o sofrimento e as decepções frequentemente proporcionados por si mesmos, mas sempre abrangendo ou comparando-se com outras pessoas. Pois nunca lidamos com a dor solitariamente, sempre tem outros indivíduos envolvidos. E apenas o conceito da compreensão acompanhada do perdão é que conseguiremos lidar com todas as questões de nossas vidas, principalmente melhorando nossa saúde mental e física.
É compreendido que todas as doenças e transtornos, partem de como compreendemos e aceitamos nossa própria história e as pessoas que fizeram ou fazem parte dela. Pois tratando-se de vida humana, a imperfeição caminha lado a lado, sendo que em muitos momentos passaremos por stress e decepções, que muitas vezes seremos os precursores dessas questões na vida de outras pessoas igualmente.
Na prática da vivência clínica, observo que os grandes declínios na vida de um ser humano, está presente sempre que nossos instintos primitivos conduzem nossa rotina. Esses instintos podemos nomear de: raiva, ressentimentos, mágoas, não aceitação de si mesmo, vergonha, ciúmes, vingança, inveja, entre outros. Iniciando o processo de adoecimento da mente, em seguida do corpo.
Portanto, seja na vida ou no processo de psicoterapia o perdão sempre será um fator determinante para o bem estar e saúde de qualquer indivíduo. Seja perdoar o outro ou a si mesmo, enfrentando todo nossa história de vida, caminhando para a transformação positiva.